<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911</id><updated>2011-11-01T15:09:34.644-07:00</updated><title type='text'>O Rebate - Sylvia Marteleto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rose Nogueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-SI0mZ397lTQ/ThsOeGjGwFI/AAAAAAAAELE/vZbrofDw9tY/s220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-5427473824621831827</id><published>2008-08-31T16:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T16:25:22.505-07:00</updated><title type='text'>BRASIL, O PAÍS DO FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SLsn7GeqjoI/AAAAAAAAABU/KzUezpkYvlc/s1600-h/Levantamento+de+peso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240826487680700034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SLsn7GeqjoI/AAAAAAAAABU/KzUezpkYvlc/s320/Levantamento+de+peso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei com freqüência as Olimpíadas da China. E o que vi é uma quantidade maior de derrotas prematuras de alguns atletas favoritos, um número de medalhas de bronze considerado “indigesto” e diversos jornalistas se perguntando quais são os problemas psicológicos de nossos atletas nas horas decisivas. Recentemente, vi um psicanalista apontar a hipótese de uma sabotagem do próprio inconsciente do atleta Diego Hipólito, como origem de sua única falha na final olímpica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o que eu acho? Acho realmente que o psicológico dos atletas brasileiros nas horas decisivas é o menor dos leões (em grande parte dos casos). O que abala a seleção brasileira feminina de futebol é a falta de incentivo, de uma liga nacional e ter que sobreviver longe do país de origem no enfrentamento perene de diversas dificuldades que poderiam ser evitadas – se o país tivesse uma política esportiva efetiva. Maria Ivete Gallas, atleta e técnica que integra a história recente do futebol feminino nacional, hoje é motorista de ônibus: &lt;strong&gt;“verás que um filho teu não foge à luta”, mas por vezes, é obrigado a se transferir para os palcos de outras lutas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O pecado de Hipólito seria o excesso de confiança, ou a traição de seu inconsciente? Creio que o único representante de um país em sua modalidade, deve se apoiar em sua confiança – o principal fator que o leva até ali. &lt;strong&gt;O pecado de Hipólito foi achar necessário pedir desculpas para o Brasil por não ter conseguido uma medalha, sendo que o Brasil não se desculpa por Diego Hipólito ter nascido aqui. &lt;/strong&gt;Um pecado de quem sofre o peso de ser a única esperança de medalha para o Brasil em toda a ginástica. Um peso injusto, que provavelmente seria minimizado com a reformulação da educação nacional, a tornando indissociável da prática esportiva (vide Cuba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos atletas do revezamento masculino pediu desculpas para o Brasil por ter ficado em 4º lugar... Um atleta do judô chorou e pediu perdão aos pais pela falta de medalhas... E assim sucessivamente... Muitos de nossos atletas vão retornando à pátria amada constrangidos e escutando diversas ladainhas sobre falta de confiança e etc. Mas, todos nós sabemos que, &lt;strong&gt;neste país, um campeão não se torna campeão através do Brasil, e sim, apesar do Brasil. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À falta de uma política esportiva, soma-se a cultura enraizada em um povo. O Brasil deve parar de ser exclusivamente o país do futebol. Pois, o vôlei, com muito trabalho e bons resultados, consegue dividir um pouco das atenções. Mas, e os outros rostos anônimos que partem para uma jornada olímpica? Teriam nomes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se do nome de atletas contratados por grandes times, antes mesmo de passarem pela puberdade. Em geral, sabe-se o nome ou reconhece-se o rosto de um jogador de futebol que joga ao norte da Croácia. Mas... alguém sabe o nome de dois atletas da seleção feminina ou masculina de handball que estiveram nas últimas duas olimpíadas? Alguém saberia me contar sobre alguma Triatleta superstar que treina diariamente no Brasil? Será que todos sabem quem foi Maria Esther Bueno? Certamente, todos sabem quem foi Didi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois nomes da última seleção brasileira de basquete feminino? Algum atleta da esgrima? As mocinhas simpáticas do revezamento do atletismo? O rapazinho esbelto escondido em uma raia qualquer? Algum mero levantador de pesos? Apenas um representante do salto ornamental? Algum ciclista? Por favor, não sejam tímidos. Podem me dizer, sem constrangimento algum, que desconhecem os inúmeros rostos que desfilam em nossa delegação. Pois, eu também desconheço. Mas, certamente, sei muito bem quem é Alexandre Pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cuba, muita coisa falta. Mas, o que não falta é o ensino de xadrez e de diversas modalidades esportivas para seus estudantes. &lt;strong&gt;No Brasil, o que falta – e muito - é a correspondência da beleza do hino ao próprio país. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-5427473824621831827?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/5427473824621831827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=5427473824621831827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/5427473824621831827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/5427473824621831827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/08/brasil-o-pas-do-futebol.html' title='BRASIL, O PAÍS DO FUTEBOL'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SLsn7GeqjoI/AAAAAAAAABU/KzUezpkYvlc/s72-c/Levantamento+de+peso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-1086486325161035184</id><published>2008-06-17T06:22:00.001-07:00</published><updated>2008-12-11T01:25:25.157-08:00</updated><title type='text'>"EU PERDÔO? TU PERDOAS?"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SFe6xDffiVI/AAAAAAAAABM/kFbBVfZVQLs/s1600-h/Marcos+Valerio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212840445618391378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SFe6xDffiVI/AAAAAAAAABM/kFbBVfZVQLs/s320/Marcos+Valerio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o método da “Justiça Restaurativa”, exposto em reportagem no programa Fantástico, de 14/04/2008.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É possível perdoar, olhar cara-a-cara e/ou apertar as mãos de um indivíduo responsável pela morte de um amigo querido ou ente próximo? Aparentemente sim; uma vez que existe a “Justiça Restaurativa”, um método que defende que determinado tipo de interação entre vítima e criminoso, e teoricamente, contribui para uma espécie de “superação” do crime por parte das vítimas e dos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se eu apertaria a mão de um ser que tentou ou conseguiu desencantar minha vida – acho que não sou tão nobre. Mas, o caso aqui não é a facilidade do perdão. Tampouco a capacidade ou incapacidade de perdoar. O problema é que o perdão pode ser simples, conforme o modo como o observamos. Pois, apertar a mão de um batedor de carteiras é, teoricamente, mais fácil que apertar a mão de um psicopata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método da Justiça Restaurativa é interessante como ferramenta de minimização de traumas e até como propulsora do perdão. Mas, aí vai uma pedrinha na estrutura: até que ponto é válido o ato de a vítima interagir com o maior responsável por lesá-la, sendo que, podem haver mais responsáveis ocultos e/ou indiretos na catástrofe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então? Qual é a verdadeira validade de um método que caracteriza como criminoso somente o indivíduo que disparou o gatilho? É claro que o executor é o maior culpado. Mas, e a justiça brasileira que permite um menor infrator com vários homicídios nas costas, após seis meses de reformatório, volte à sociedade? Não seria justo que a vítima se sentasse também diante de certos advogados e juízes? E no caso do acobertamento policial, onde o policial comete um crime e é afastado de suas funções e não condenado pelos seus atos? Com quem vítima pode interagir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, não seria este método uma veste ideológica ou até mesmo uma alegação de impotência da justiça? Pois, quanto mais o ato de fazer justiça torna-se básico e não problematizado, mais estamos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saiu a sentença do senhor Marcos Valério: foi considerado culpado pelo crime de falsidade ideológica. A pena? De um ano de prisão em regime aberto, foi substituída por uma multa de dois salários mínimos e serviços comunitários. A defesa do empresário já recorreu ao Tribunal de Justiça contestando a sentença. O advogado dele é um dos maiores do ramo aqui em Minas Gerais e se chama Marcelo Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí quer se sentar com os dois?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-1086486325161035184?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/1086486325161035184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=1086486325161035184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1086486325161035184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1086486325161035184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/06/eu-perdo-tu-perdoas.html' title='&quot;EU PERDÔO? TU PERDOAS?&quot;'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SFe6xDffiVI/AAAAAAAAABM/kFbBVfZVQLs/s72-c/Marcos+Valerio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-4077650078275162217</id><published>2008-06-01T19:47:00.001-07:00</published><updated>2008-12-11T01:25:25.434-08:00</updated><title type='text'>"THE DOORS, DE OLIVER STONE: RETRATO MÍTICO OU DIFAMAÇÃO?"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SENfw_D35fI/AAAAAAAAABE/J5A5iS7qvaQ/s1600-h/Jim3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207110889336464882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SENfw_D35fI/AAAAAAAAABE/J5A5iS7qvaQ/s320/Jim3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; O filme “The Doors”, dirigido por Oliver Stone, ganhou vida em 1991 e tem Val Kilmer no papel de Jim Morrison. Alguns defendem que o trabalho de Kilmer se aproxima da perfeição (concordo); outros dizem que o filme ofusca a presença dos outros integrantes do The Doors (concordo); outros tantos afirmam que o filme é uma difamação da figura de Morrison e de toda a banda (concordo). Bem, diante de posições tão diversas, só tenho a concordar com todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Val Kilmer é mesmo extraordinário, a ponto de se ver em algumas cenas uma semelhança inegável com o Morrison real. Ademais, os próprios Ray Manzarek e John Densmore (tecladista e baterista do Doors) elogiaram publicamente a performance de Kilmer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ray Manzarek, mesmo com críticas positivas sobre o ator, não se cansa de defender que o Jim Morrison retratado no filme não é muito fiel ao original. Em vários veículos de comunicação (programas de tv americanos, revistas especializadas e até mesmo em seu livro “Light my Fire” – lançado com a intenção de desconstruir as inverdades atribuídas ao mito Morrison), Manzarek admite que Stone realçou a parte mítica que envolveu a banda, levando ao público um Morrison sombrio, cansativamente ébrio, desprovido de toda a bagagem intelectual que adquiriu em vida e excessivamente dramático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soma-se a isto, o fato de algumas cenas terem sido inventadas, conforme atesta Manzarek: a cena do incêndio (onde Jim coloca fogo no closet com sua namorada Pamela Curson dentro), a cena do almoço (onde Pamela ameaça esfaquear Jim) e a cena em que “Light my Fire” é vendida a um comercial como jingle (e Morrison furioso atira uma televisão contra os colegas dentro do estúdio). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo (como fã e estudiosa de The Doors) que a intenção de Oliver Stone era de fazer jus a imagem mítica e grandiosa que Jim criou para si mesmo. Afinal, alguém faria também um filme sobre Janis Joplin retratando seus momentos de sobriedade cotidiana?   Mas, a intenção de justificar o personagem mítico resultou em inverdades e exageros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a influência xamânica de Morrison adquirida em um acidente de carro visto por ele na estrada, onde segundo o próprio, o espírito falecido do índio passou a lhe habitar, é uma história ou até mesmo uma fábula contada pelo cantor. Tal como o mistério acerca da entidade Mojo Risin e muitos outros aspectos, este episódio não é passível de comprovação efetiva.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, para se fazer justiça a história enraizada na figura de Jim, Stone introduz uma cena onde Manzarek avista Morrison dançando com espíritos indígenas em um show. Inverdade? A cena foi baseada em um relato de Manzarek, que disse que em certo show, sentiu que a energia de Morrison havia desaparecido do palco. Isto exemplifica os tipos de exageros cometidos – a ponto de fazer Manzarek lançar um livro para desmenti-los.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Jim, me pergunto se ao lugar de cenas duvidosas, caberia mais exposição sobre sua bagagem intelectual. Pois, nada se falou de suas fortes influências (principalmente, a rimbaudiana), suas criações poéticas (salvo uma mísera referência a um de seus livros no final do filme) e suas performances baseadas em Artaud.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado das cenas que enaltecem a loucura e o vício, seria de bom grado vermos outras explicações. Pois, conforme as palavras de Paul Rothchild (produtor até 71 e um dos descobridores da banda), Jim era um literato e raramente era visto sem um livro nas mãos. Também este lançou livros em vida (“Uma oração americana”, “Os lordes e as novas criaturas” e “Abismos” – compilações de poesias soltas em cadernos antigos) e é assunto de artigos, testes e dissertações acadêmicas em várias faculdades de todo o mundo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberão os telespectadores, que o inesquecível show de Miami (onde culminou em caos total) ganhou vida graças a uma influência de Artaud? No imaginário, o tal do índio poderia ter lançado um “feitiço” final em Morrison. Mas, de fato, naquele espetáculo, Morrison tentava – ao seu modo enlouquecido – provocar a platéia, conforme a tonalidade do “Teatro da Crueldade”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o filme é até razoável. Ao seu modo, mostra a conturbada relação Morrison-Curson, os shows como rituais que muitas vezes eram, os vícios e a personalidade indomável e insana de Jim Morrison – todos estes verdadeiros. A questão é mais os exageros, lacunas e invencionices desnecessárias para sustentar a mitificação de Jim Morrison. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos aspectos positivos, pelo menos, Oliver Stone soube escalar o ator adequado, retratar os shows com bons efeitos e se esquivar das controvérsias acerca da morte do Rei Lagarto.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-4077650078275162217?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/4077650078275162217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=4077650078275162217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/4077650078275162217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/4077650078275162217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/06/doors-de-oliver-stone-retrato-mtico-ou.html' title='&quot;THE DOORS, DE OLIVER STONE: RETRATO MÍTICO OU DIFAMAÇÃO?&quot;'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SENfw_D35fI/AAAAAAAAABE/J5A5iS7qvaQ/s72-c/Jim3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-6006186559015248481</id><published>2008-04-27T08:04:00.001-07:00</published><updated>2008-12-11T01:25:25.701-08:00</updated><title type='text'>"O EFEITO TINA EM NOSSAS VIDAS: O QUE É A NOSSA DIVERSÃO?"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SBSWRi7WIzI/AAAAAAAAAA8/2t6ZZ3WdCAU/s1600-h/Cultura+pop.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193941498442687282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SBSWRi7WIzI/AAAAAAAAAA8/2t6ZZ3WdCAU/s320/Cultura+pop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Divertir-se significa estar de acordo. (...) Divertir significa sempre: não ter que pensar nisso, esquecer o sofrimento até mesmo onde ele é mostrado” (Adorno e Hockeimer).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abreviação TINA (There is no alternative), designa o estado de impotência e de ausência de saída da macroeconomia do sistema capitalista. Tudo já dito anteriormente, exaustivamente e de maneiras diferentes. Mas, no caso de uma analogia sobre o efeito TINA na cultura, fico com Adorno, Hockeimer e sua indústria cultural, à luz da “Dialética do Esclarecimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que todos estamos no mesmo barco. Há somente a ilusão de quem rema mais rápido e com mais habilidade, tem chances de se safar. A diversão não é uma opção verdadeira, genuína e inalienável. Ela é uma forma de disciplina. O fato é que o trabalhador se diverte sistematicamente (seja no happy hour no cinema ou no teatro), e esta diversão é apenas um tempo destinado à “renovação” de energias que se dispersarão, novamente e da mesma maneira, logo a seguir, na semana de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diversão é um espaço direcionado ao distanciamento da rotina: esta é a versão original e ideológica, aparentemente, sem a pressuposição de uma ordem estabelecida, calculada. Mas, na promessa falsificada da diversão da indústria cultural, tem-se a sistematização: “(a) indústria cultural volta a oferecer como paraíso o mesmo cotidiano. Tanto o escape quanto o elopement estão de antemão destinados a reconduzir ao ponto de partida. A diversão favorece a resignação, que nela quer se esquecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão vendo? TINA! A diversão como forma de disciplinamento implícito e sistemático, remete à relação do consumidor que participa do engano da promessa; convidado que é obrigado a se satisfazer com a leitura do cardápio, já que os próprios itens do cardápio não são acessíveis, conforme os autores exemplificam: “Ao desejo, excitado por nomes e imagens cheios de brilho, o que enfim se serve é o simples encômio do cotidiano cinzento ao qual ele queria escapar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogamente, para quem acredita que desempenha seu poder de escolha como indivíduo autônomo na cultura industrializada, aí vai mais uma amostra da ideologia introjetada nas possibilidades de escolha: a Indústria Cultural é uma unidade, que se traveste de abrangente e diversificada, possibilitando assim, a crença de que há possibilidades de escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é simples: a cultura industrializada é composta por nichos, supondo ideologicamente, a existência de diferença de estilos. Há somente um sistema único e mascarado, a cultura inserida no território da administração: “O cinema, o rádio e as revistas constituem um sistema. Cada setor é coerente em si mesmo e todos o são em conjunto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A unidade implacável da indústria cultural atesta a unidade em formação da política. As distinções enfáticas que se fazem entre os filmes das categorias A e B, ou entre as histórias publicadas em revistas de diferentes preços, têm menos a ver com seu conteúdo do que com sua utilidade para a classificação, organização e computação estatística dos consumidores. Para todos algo está previsto; para que ninguém escape, as distinções são acentuadas e difundidas. O fornecimento ao público de uma hierarquia de qualidades serve apenas para uma quantificação ainda mais completa. Cada qual deve se comportar, como que espontaneamente, em conformidade com seu level, previamente caracterizado por certos sinas, e escolher a categoria dos produtos de massa fabricados para seu tipo.” (Adorno e Hockeimer)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-6006186559015248481?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/6006186559015248481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=6006186559015248481' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/6006186559015248481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/6006186559015248481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/04/o-efeito-tina-em-nossas-vidas-o-que.html' title='&quot;O EFEITO TINA EM NOSSAS VIDAS: O QUE É A NOSSA DIVERSÃO?&quot;'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/SBSWRi7WIzI/AAAAAAAAAA8/2t6ZZ3WdCAU/s72-c/Cultura+pop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-1950089148148729827</id><published>2008-04-05T12:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T01:25:26.045-08:00</updated><title type='text'>"OLHA O PANDEQUÁ!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R_fZA4Yo_gI/AAAAAAAAAA0/q6ObT9rHMOs/s1600-h/Clodovil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185852105099378178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R_fZA4Yo_gI/AAAAAAAAAA0/q6ObT9rHMOs/s320/Clodovil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas me acusam de fatalista, de desproporção no pessimismo – mesmo que veladamente. Pois, por favor, façam o favor e observem o pandequá que o Brasil insiste em ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo que elege e/ou admite Franks Aguiares, Clodovis e Gilbertos na política, é um povo que merece, no mínimo, muita merda. Não venham me dizer que é falta disto ou daquilo – a menos que se refiram ao confinados da periferia ou aos dilacerados das ruas. Ao resto, nenhum subterfúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que digo é a pura verdade. O fato de que o Brasil está sendo “governado” por Frank Aguiar, Clodovil e Gilberto Gil é o melhor sintoma de que estamos indo de mal a pior. Para uma carreira política, para o comprometimento com questões de pesos públicos, nada mais sensato, que ser musicista ou estilista. E mais: Renata Banhara e Soninha Francine estão por perto. Olha o pandequá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais injusto de tudo, é que esta avenida esquálida é de mão única. Digo; seria de bom tom que alguns políticos, cultivassem também, carreiras no cultuado mercado fonográfico, para complementar o halo circense deste país maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando o surrealismo nacional, não seria completamente incoerente imaginar a candidatura de Sérgio Reis para o senado. A Marta Suplicy poderia tocar boleros e todo cidadão deveria cantar Morango do Nordeste após o hino nacional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185851795861732850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R_fYu4Yo_fI/AAAAAAAAAAs/t7jtskODaEs/s320/nariz+palha%C3%A7o.gif" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-1950089148148729827?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/1950089148148729827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=1950089148148729827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1950089148148729827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1950089148148729827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/04/olha-o-pandequ.html' title='&quot;OLHA O PANDEQUÁ!&quot;'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R_fZA4Yo_gI/AAAAAAAAAA0/q6ObT9rHMOs/s72-c/Clodovil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-6225281610630957174</id><published>2008-03-27T18:19:00.000-07:00</published><updated>2008-03-27T18:23:18.019-07:00</updated><title type='text'>ESTRÉIA DO CATÁLOGO ARTÍSTICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá, leitores do Jornal O Rebate. É com grande alegria que divulgo a vocês o endereço de nosso catálogo artístico independente, que se chama Sociedade Mutuante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos interessados, um grande abraço!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos que se interessarem, as portas estão abertas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Visite a Sociedade Mutuante!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.sociedademutuante.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.sociedademutuante.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grande abraço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sylvia Marteleto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-6225281610630957174?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/6225281610630957174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=6225281610630957174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/6225281610630957174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/6225281610630957174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/03/estria-do-catlogo-artstico.html' title='ESTRÉIA DO CATÁLOGO ARTÍSTICO'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-1765305681444615700</id><published>2008-03-09T08:55:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T08:57:47.473-07:00</updated><title type='text'>CHAMADA PARA CATÁLOGO LITERÁRIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá, amigos! Estamos com um projeto virtual literário que será lançado em breve. Trata-se de um catálogo literário destinado somente aos artistas independentes e desconhecidos do grande público. O catálogo terá o objetivo de divulgar uma breve biografia dos autores e um texto por área, de modo que o leitor comece a pesquisar e seguir os trabalhos dos autores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apesar de ser um blog, o catálogo não funcionará com postagens frequentes dos artistas. Cada artista pode postar um conteúdo por área. Por exemplo: Se há algum cartunista que tb seja poeta, pode postar um poema e uma charge. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todos se beneficiam com este projeto. Assim, autores que publicam seus trabalhos na internet, serão tb beneficiados; uma vez que haverá a divulgação de blogs e demais páginas que abrigam os seus trabalhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, é isso... será um prazer contar com vocês!  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cordialmente e ansiosa pelo retorno dos interessados, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sylvia Marteleto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;CONTATO:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:sylvia_contus@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sylvia_contus@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-1765305681444615700?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/1765305681444615700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=1765305681444615700' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1765305681444615700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1765305681444615700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/03/chamada-para-catlogo-literrio.html' title='CHAMADA PARA CATÁLOGO LITERÁRIO'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-1646684809732157438</id><published>2008-02-17T11:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T01:25:26.464-08:00</updated><title type='text'>CRÍTICA DO ÓBVIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R7iIEyLjv9I/AAAAAAAAAAk/yHU19iCDff4/s1600-h/PalhaÃ§os+na+TV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030188178751442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R7iIEyLjv9I/AAAAAAAAAAk/yHU19iCDff4/s320/Palha%C3%A7os+na+TV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;MGTV (Jornal global do estado de Minas Gerais), 11 de Janeiro de 2008, 12:38h.&lt;br /&gt;NOTÍCIA: “&lt;strong&gt;Nas férias escolares, aumenta o índice de acidentes de crianças dentro de casa&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Nas férias escolares, aumenta o índice de acidentes de crianças dentro de casa&lt;/strong&gt;”? Não pode ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança, muito da estúpida por sinal, quebrei as duas pernas e os dois braços – um membro de cada vez, meu povo. Provavelmente, porque estava de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o “capitão do mato” e “branco mais preto do Brasil” Vinícius de Moraes eternizou a peraltice infantil em um belo poema, não aquele do Mr. Buster e nem aquele da estrelinha polar, mas um que se chama “Poema Enjoadinho”. Dizia na parte final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos são o demo&lt;br /&gt;Melhor não tê-los...&lt;br /&gt;Mas se não os temos&lt;br /&gt;Como sabê-los?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Chupam gilete&lt;br /&gt;Bebem xampu&lt;br /&gt;Ateiam fogo&lt;br /&gt;No quarteirão&lt;br /&gt;Porém, que coisa&lt;br /&gt;Que coisa louca&lt;br /&gt;Que coisa linda&lt;br /&gt;Que os filhos são!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatações. Se crianças são naturalmente displicentes e permanecem na escola para alguém tentar dar jeito nesta displicência, não seria natural que nas férias escolares, elas que permanecem mais tempo dentro de casa, se acidentariam mais dentro de casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se surpreenda se no dia de retorno às aulas, este mesmo âncora jornalístico, que estudou quatro anos de jornalismo e, provavelmente, mais um ou dois de pós-graduação, anunciar as notícias deste modo: “Uma velhinha é assaltada e morta a tiros perto da área hospitalar”, “Saiba como prevenir multas de trânsito” e finalmente, “Após o retorno das aulas, aumenta o índice de acidentes de crianças na escola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a respeito das notícias do dia do Natal, este mesmo senhor, chegaria ao telespectador deste modo: “Aumenta o índice de enfeites de Natal nas casas dos belo-horizontinos” ou “aumenta o índice de consumo de panetone nesta época do ano”. Das notícias de óbito, poderia dizer, por exemplo, que “Morreu ontem em Lagoa Santa o célebre advogado X, que fez direito e cursou advocacia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pergunto então ao leitor, talvez um pouco mais espertinho que o âncora mencionado (é claro que ele é o primeiro do jornal na escala de esperteza, já que os seus superiores correspondem aos últimos degraus): faltam notícias ao telespectador? Ou notícias óbvias e desinteressantes devem existir para minimizar o sangue que jorra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria outro teor para este tipo de notícias? Nem sei das respostas. Mas, de agora em diante tomarei conta dos meus filhos com mais cuidado, já que “&lt;strong&gt;Nas férias escolares, aumenta o índice de acidentes de crianças dentro de casa&lt;/strong&gt;”. Nunca se sabe, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engasgando com o almoço, 11/01/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-1646684809732157438?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/1646684809732157438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=1646684809732157438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1646684809732157438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1646684809732157438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/02/crtica-do-bvio.html' title='CRÍTICA DO ÓBVIO'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R7iIEyLjv9I/AAAAAAAAAAk/yHU19iCDff4/s72-c/Palha%C3%A7os+na+TV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-1952350230453977643</id><published>2008-02-08T06:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T01:25:26.681-08:00</updated><title type='text'>ABSTRAÇÃO DO PESSIMISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6xh_guCmvI/AAAAAAAAAAc/93nUFKNlWcU/s1600-h/Guerra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164610616429812466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6xh_guCmvI/AAAAAAAAAAc/93nUFKNlWcU/s320/Guerra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando olhamos para o passado, associamos instantaneamente o presente à memória como instância mais vivificadora, e encontramos nele algum vestígio ascensional: paradoxo e auto-engano dos maiores, visto que nunca estivemos tão arcaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo à linha do tempo filosófica, geralmente encontramos boas analogias. Esta arcaização da mente humana – tão criticada por Nietzsche a respeito dos valores tradicionais – subsiste, e a pergunta é, adequada a contemporaneidade, como não sofre ainda sérios abalos de estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, que a humanidade preze teoricamente pela verdade, pela beleza, pelos valores e pela ordem apolínea&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; de sua realidade não é dado surpreendente, considerando que, nos próprios termos nietzchianos, Sócrates iniciou esta jornada logocêntrica&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; e portanto, esta herança perpetuou-se em longa jornada. Em tese, perpetuada; na prática, cada dia mais complexa: é como se a mente humana ditasse (com as melhores das intenções) as diretrizes e o corpo relutasse em acompanhá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemos adormecidos o responsável pelo nascimento da lógica na sociedade e um de seus críticos mais ferrenhos. Voltemos à perpetuação da herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a descoberta do &lt;em&gt;cogito, ergo sun&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; cartesiano, os avanços epistemológicos e a desvinculação da ética / religião do plano da política (entre outras inúmeras transformações), temos a elaboração da modernidade. Com o status da ciência como ferramenta segura e mais precisa para se chegar ao conhecimento, testemunhou-se o início de uma era industrial e tecnológica que não dá vislumbres de fim. Com o predomínio dos fatores empíricos e a simpatia pelo utilitarismo (e pragmatismo), matamos as causas metafísicas e diminuímos consideravelmente o poder de contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta ascensão (impossível de ser sintetizada em apenas um volume bibliográfico) resultou no sucesso do projeto moderno, onde o homem validou perfeitamente a distinção cartesiana entre &lt;em&gt;res cogitans&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;res extensa&lt;/em&gt;: tornou-se coisa pensante para construir um universo de possibilidades na extensão da natureza (o homem como “&lt;em&gt;maître et possesseur de la nature&lt;/em&gt;”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia, os preceitos modernos, os direitos humanos, o esclarecimento à luz da razão, o pragmatismo da política, o culto ao trabalho, o hedonismo, o utilitarismo e tantas outras conquistas viriam para uma só finalidade: a melhoria da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entendemos este avanço como avanço tecnológico e industrial que viabiliza a comodidade e praticidade da vida, somos coerentes em pequena parcela. É certo que a tecnologia ofereceu (e oferece) grandes triunfos ao homem, mas é certo também que estamos rodeados por uma série de problemas resultantes do uso desenfreado da tecnologia na extensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para chegarmos ao ponto nevrálgico da questão, deveríamos apontar um Marx ou um Sartre da vida, tão cientes da falácia que encobre a luz do caminho racional humano, como plataforma para a falha do projeto moderno. Um, escancarando o absurdo da existência; outro, reconhecendo o cerne da disparidade na História, e tantos outros. Poderíamos utilizar Kierkgaard, verificando a angústia como uma das condições inevitáveis do homem; Heidegger descobrindo o &lt;em&gt;dasein&lt;/em&gt; por vezes envolto à ruína; Schopenhauer, Hobbes e Maquiavel descrentes da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontaria diversas fontes e trechos bibliográficos que atestam nossa insuficiência, não apenas a cognitiva apontada por Kant, mas para executar o respeito à alteridade. Pior, poderia eu apontar os espetáculos bélicos, a não esquecer que “um planeta tão pequeno foi mil vezes coberto pelo sangue”, como Neruda bem explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos também dizer que as artes saíram ao leilão da perfídia, após ver a grande magia do cinema render-se como arte-propaganda nazista. Enfim, poderia levantar a bandeira benjaminiana de uma História monumental que encobre as ruínas esquecidas, tal como os avanços pós-modernos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; científicos e desdobramentos mercadológicos que se apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diante de toda a História dos homens, como aprendemos a errar, errar, e a errar consecutivamente em relação às mesmas coisas? Como, após testemunhar sanguinolência oriunda da recusa às diferenças, a humanidade não suporta e nem executa o respeito à alteridade? Como é possível que, mesmo observando os constrangimentos e catástrofes que o dinheiro&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; pode provocar, a glorificação ao poder subsista inabalável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da glorificação desenfreada ao poder e a busca por segurança financeira antes de todas as coisas, o ideal burguês de culto ao trabalho e o início do vício prazeroso do poder de autonomia fortalecido nas periferias do Sacro Império Romano-Germânico, nos dá somente uma pista de como chegamos até aqui. Das outras vertentes saguinolentas, são questões diversas, das quais não se obtêm respostas satisfatórias nem mesmo da parte científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vou eu a prosseguir no mundo analisando também todo o tipo de preconceitos que adquirimos, que tomam formas de acordo com o tempo, mas nunca desaparecem. Vou me afogando neste mar de clichês insuportáveis. Vou analisando como uma mesma mente indica progresso e pode matar qualquer ser vivo por prazer de ver o sangue; como as explicações behaviorísticas sobre nossas condutas são obsoletas; como o &lt;em&gt;cogito&lt;/em&gt; inaugurou a idéia de autonomia e autopreservação da consciência para ser assassinado por sua própria liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo, gostaria de pensar como Rousseau; que a humanidade, o “bom selvagem” fora corrompido pelo processo de socialização. Mas, Schopenhauer estará mentindo ao dizer que “o sentido mais próximo e imediato de nossa vida é o sofrimento”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A história mostra-nos a vida dos povos, e ali encontra apenas guerras e rebeliões para nos narrar; os anos de paz nos parecem tão-somente breves pausas, entre atos, aqui e ali. Igualmente a vida do ndivíduo é uma luta contínua com a necessidade e o tédio, e não apenas no sentido metafórico. Por toda a parte o homem encontra oposição, vive continuamente em luta, e morre segurando suas armas” (Schopenhauer).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; (Referente a Apolo) Termo usado por Nietzsche para designar a racionalidade e a lógica da realidade, oposta ao termo “dionisíaco” (referente a Dionísio).&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Do grego &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt;, que significa razão.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; “Penso, logo existo”, expressão de René Descartes.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Uma construção história errônea, aos olhos de muitos. Pois, o projeto moderno não cumpriu a sua função. Do contrário, podemos utilizar o termo “contemporâneo” se entendemos que a pós-modernidade existe para apagar os incêndios da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4319419537678577911#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Segundo o economista Richard Layard, o progresso financeiro mão corresponde necessariamente ao aumento do índice de felicidade: “ao longo dos últimos 50 anos, nós, os ocidentais, fomos beneficiados por um crescimento econômico sem paralelo. Hoje, nós dispomos de casas, automóveis, férias e empregos melhores, e, sobretudo, de sistemas educacionais e de saúde mais aprimorados. Conforme reza a teoria econômica padrão, isso deveria ter tornado todos nós mais felizes.Mas as pesquisas mostram que não é bem assim. Quando perguntam aos britânicos e aos americanos se eles se sentem felizes, eles respondem que não houve qualquer melhora neste campo nos últimos 50 anos.Um número maior de pessoas sofre de depressão, enquanto a criminalidade -- um outro indicador de insatisfação -- está muito mais elevada.Esses fatos representam verdadeiros desafios para muitas das prioridades que nós havíamos definido para nós mesmos, tanto como sociedades quanto como indivíduos. A verdade é que nós nos encontramos numa situação que o homem desconhecia anteriormente.Quando as pessoas vivem no limite da sobrevivência, o progresso material de fato as torna mais felizes. As pessoas que vivem no mundo rico (ou seja, com uma renda anual acima de, digamos, US$ 20.000 --R$ 52.640-- por pessoa) são mais felizes do que pessoas de países mais pobres, enquanto as pessoas que vivem em países pobres se tornam de fato mais felizes quando elas se tornam mais ricas.Mas, quando o desconforto material está finalmente banido, a renda adicional torna-se muito menos importante do que os nossos relacionamentos uns com os outros: com a família, com os amigos e dentro da comunidade. O perigo vem de que nós sacrificamos em demasia os nossos relacionamentos ao perseguirmos uma renda maior”. Lembro também que na Suécia, um dos países mais ricos do mundo, o suicídio é a principal causa de mortes entre pessoas de 15 a 44 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-1952350230453977643?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/1952350230453977643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=1952350230453977643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1952350230453977643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/1952350230453977643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/02/abstrao-do-pessimismo.html' title='ABSTRAÇÃO DO PESSIMISMO'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6xh_guCmvI/AAAAAAAAAAc/93nUFKNlWcU/s72-c/Guerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-4345454069448111667</id><published>2008-01-31T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T01:25:26.921-08:00</updated><title type='text'>OS CLÁSSICOS MORRERAM, MORRERAM OS CLÁSSICOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6JvNAuCmuI/AAAAAAAAAAU/P0jkYqSHyyk/s1600-h/O+Grito.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161810392242100962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6JvNAuCmuI/AAAAAAAAAAU/P0jkYqSHyyk/s320/O+Grito.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando observamos algumas estatísticas em certos âmbitos, observamos que o que os números não dizem corresponde ao teor das verdades que querem ser esquecidas. Tal como a história monumental apontada por Benjamin encobre os mortos e ruínas esquecidas, a literatura consumida pela maioria da população brasileira, ou melhor, os “livros mais vendidos” nas prateleiras encobrem outro fator: os clássicos morreram para a massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer sabemos se eles de fato existiram. Mas, sabe-se que fenômenos como “Harry Potter”, “Quem mexeu no meu queijo”, “O segredo”, livros de auto-ajuda, biografias que personificam o poder, debates desgastados sobre religiosidade e ocorrências históricas (“Código Da Vinci” está ao lado de outros mil), “Homens são de Marte, mulheres são de Vênus” e outros, sepultaram os clássicos da literatura universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lê-se “Dom Casmurro”, geralmente já inserido – muitas vezes desproporcionalmente – no colégio. Lê-se Monteiro Lobato para o vestibular. Lê-se “Crime e Castigo” ou “Política” para áreas penais. Muito diferente de afirmar que os clássicos são presenteados ou adquiridos por espontaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas crônicas, tão polêmicas, são unilaterais ao extremo – assim dizem e eu acredito. E justamente quando penso se estou a ultrapassar os limites da comicidade, lembro-me que todo pessimista inveterado é, antes do excesso, realista. Pois, o pessimismo não é fabricado de acordo com ilusões. Antes do vício, há sempre o errado para se discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisto é que me perguntei aonde andam os clássicos; por que Camões ou “Don Quixote” subsistem nas bibliotecas particulares por herança de uma época mais fecunda para os clássicos; e visto que esta época jaz obsoleta, por que “Sonhos de uma noite de verão” e “A lira dos vinte anos” são adquiridos dez vezes menos do que “Pai rico, pai pobre” e “Contos de Nárnia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que insistam, peço que não me julguem cega. Entendo que os clássicos estão sempre vivos, mas ando observando que se transformaram em zumbis: vivos na imortalidade da tradição e mortos nas prateleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação em massa tem grande importância para a queda da aquisição dos clássicos. E além disso, quem poderá saber se “O caçador de pipas” e “Perdas e danos” serão clássicos daqui a duzentos anos. A questão é menos a qualidade de best-sellers, publicidade, autores e editoras consagrados, que a pobreza da predisposição de um indivíduo para a adquirir “Quando Nietzsche chorou” do que o próprio Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a resposta, infelizmente concreta. A divulgação em mídias de largo alcance não assassina um clássico, quebra uma de suas pernas. Quem assassina o clássico é mesmo o cidadão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, constam nas opiniões que livros são muito caros; e quem não tem o hábito de ler apega-se a esta escada de incêndio. Geralmente, são estes mesmos “desprovidos” que em épocas festivas propícias aos presentinhos e em épocas de vacas menos anoréxicas, pensam em comprar um livro cultuado (seja para presentear, seja para deleite pessoal) no cenário mercadológico, adquirindo assim os “mais vendidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor adquirir um livro de auto-ajuda que não é dos mais baratos, que se aventurar a conhecer os pilares do pensamento universal. De vez em quando, aparecem às mãos destes leitores algum Fernando Sabino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro é um povo que não tem o hábito da leitura impresso na consciência, na educação. O rapazinho ganha primeiro uma bola de futebol, depois adquire um livro – de preferência curtinho e com letra garrafal. Mas, além desta lacuna (culpa da estrutura do país), há a desculpa de que os preços dos livros são exorbitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais esta saída, atualizo. Poderia haver como outrora, se “A moreninha” e “A metamorfose” não estivessem tão em conta. Mais em conta que “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” e Paulo Coelhos da vida (Shame on you, Academia!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leitores afirmam suas preferências aos vários outros tipos de literatura. O lema é “prefiro literatura espírita”, “romances de ficção científica atuais”, “estórias vampirescas”, etc. Mas, como preferir isto ou aquilo em voga, se não há vontade de adquirir “A volta ao mundo em oitenta dias”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que comprar crônicas jornalísticas ou livros conselheiros de finanças, sendo que “O cortiço” custa menos? Saberão eles que “Robinson Crusoé”, “Odisséia”, “As aventuras de Huckleberry Finn” e “Iracema” estão em diversos pontos de vendas alternativos (sebos e afins), custando de cinco a vinte reais a unidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um problema. Não é adquirir a biografia de um mago das finanças qualquer; é a ausência de vontade para os clássicos. A falta desta inclinação assina a sentença. Da mesma forma que a percepção humana se tornou amante dos choques (e viva Benjamin!), o leitor moderno se tornou amante daquilo que é menos complexo e mais vendável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descoberta não é um atestado de academicismo. Não é ilegal se interessar por um almanaque global da televisão brasileira ou gostar de Sidney Sheldon (amo de paixão!). Mas, é muito triste não saber por onde andam “Fausto” e “O jogador” – que juntos, custam vinte e três reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/01/2008 – Happy new year!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Para quem deseja conhecer os clássicos sem gastar muito dinheiro: existem coleções que agrupam textos clássicos, como “Grandes obras do pensamento universal” e “Grandes obras da língua portuguesa”, nas quais cada livro custa de quatro a sete reais nas bancas. Para quem deseja coleções de editoras mais renomadas, há a “Coleção L&amp;amp;PM pocket” e “A obra prima de cada autor”; nelas os livros preços variam de 11 a 23 reais. Há também a coleção “Companhia de bolso” da Companhia das Letras. Livros de bolso não machucam o bolso de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS 1:Sebos são pérolas para o leitor! Na maioria deles, os clássicos são bem baratos. Para pesquisar alguns sebos de sua cidade: http://www.estantevirtual.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS 2: Não é pecado não gostar de ler. Como diria Pessoa, “O Sol doira sem literatura...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS 3: Não é preciso um grau de instrução elevado para ler Balzac, Eça de Queirós e tantos outros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-4345454069448111667?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/4345454069448111667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=4345454069448111667' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/4345454069448111667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/4345454069448111667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/01/os-clssicos-morreram-morreram-os.html' title='OS CLÁSSICOS MORRERAM, MORRERAM OS CLÁSSICOS'/><author><name>Sylvia Maria Marteleto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03664028099012197098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_61kWM9CTMCg/R6JvNAuCmuI/AAAAAAAAAAU/P0jkYqSHyyk/s72-c/O+Grito.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4319419537678577911.post-2043941544273674224</id><published>2008-01-31T11:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T11:38:24.076-08:00</updated><title type='text'>Uma carta para Elliot</title><content type='html'>Oh!... meu querido Elliot, quanto tempo! Só a ti atribuo a classificação de amigo de uma vida inteira! Até aqui, entretanto, nada há de novo em minha exacerbada e inquieta carência... Bem, tu, como ninguém, sabe como sou. Mas que saudades tenho da tua presença! Perdoe-me por tamanha afeição!...&lt;br /&gt;    Talvez esta minha sensibilidade agora se manifeste de maneira mais explícita, por dois motivos em particular. Primeiramente, não te escrevo desde a páscoa de noventa e seis. Além disso, aconteceram-me alguns episódios deveras singulares...&lt;br /&gt;    Como tu sempre estiveste ciente de que meu futuro estava destinado ao exílio, creio que ficarás feliz em saber que, há dois anos (talvez dois anos e meio) que me instalo em um casebre, nas redondezas de um subúrbio vizinho da praia de Gonvá. Trata-se de um mediano aglomerado de moradias precárias, rodeado por inúmeros becos que parecem intermináveis – até finalmente desembocarem ao encontro de uma vasta avenida, de nome Fernando Gonçalves. Amigo, de minha janela tenho uma vista privilegiada deste subúrbio, mais conhecido como “Morro do Kalunga”.&lt;br /&gt;    Ainda me recordo de minha primeira noite solitária neste pequeno – e por que não dizer aconchegante – casebre, que tanto me conforta. Dormi por volta das primeiras duas horas da madrugada, para posteriormente ser despertado por três cachorros de rua, excessivamente barulhentos.&lt;br /&gt;    Como sou dono de uma alma poeticamente insone, os “últimos boêmios” (lembra-se do Quintana de nossas noites?) aniquilaram a incômoda e soporífera exaustão, que há horas aborrecia-me. Já totalmente desperto, de súbito me levantei e fui seduzido pela estranheza do horizonte, proporcionado pela janela entreaberta. Lá estava então aquilo que, na parte da manhã, havia despertado em mim uma angústia inenarrável: o morro, a mais inteligente arquitetura da burguesia que tanto me enoja.&lt;br /&gt;    Ah... Elliot... se soubesses o quão diferente e mágico se torna o morro, quando cai a noite! É bem verdade que a baixeza se manifesta quando o sol se põe; mas mesmo assim, é compensador observar o contraste das poucas luzes amarelas, com as sombras que regem a soturnidade da aglomeração...&lt;br /&gt;    Assim foi o encanto daquele quarto de hora noturno, e assim ainda o é! Insisto em te narrar estes pormenores, pois naquela madrugada me igualei à lua; posto que, só nós dois observávamos – de bem alto – o Kalunga.&lt;br /&gt;    Já passei por muitos lugares, e Deus e tu são testemunhas. Não tive a sorte de me enamorar genuinamente por qualquer sólida companheira, fui um homem de prolongada promiscuidade e nunca senti o coração palpitar fervorosamente por meus laços de sangue. Tampouco me senti feliz por adentrar no estágio da velhice, como mero inútil intelectual que sobrevive às custas de uma pequena aposentadoria, convertida em manutenção das necessidades básicas – tais como morar, comer e dormir.&lt;br /&gt;    Mas caro Elliot, desde aquela madrugada, sinto-me distante do ápice que o desgosto poderia me proporcionar. E, como se esta dádiva me fosse de pouco tamanho, conectei-me com a mais perfeita das jovens almas, um menino especial de nome Daví.&lt;br /&gt;    Sinto uma estima tão tamanha por este garoto que, sinceramente, não sei como começar a descrição de nosso encontro. De antemão lhe antecipo: como se Nietzsche em Sils Maria tivesse encontrado o seu super-homem, me sinto. Creio ser esta magnífica criatura, um presente tardio do Criador para os meus setenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Bem próximas da minha casa, encontram-se quatro inseparáveis casas comerciais que de fato, parecem saciar com sucesso, os anseios consumistas de toda a vizinhança. Da esquerda para a direita são estas: uma drogaria, uma quitanda (de preços modestos e razoável qualidade), um boteco (este, definitivamente de boa qualidade!) e uma mescla incompreensível de açougue com padaria. Um pouco mais distante, há uma pequenina e fétida casa lotérica que - sustentada pelos sonhos suburbanos de súbito enriquecimento financeiro - haverá de sobreviver (em companhia das baratas) à radioatividade.&lt;br /&gt;    Milagrosamente, desde os tempos de nossa juventude, ainda mantenho a tradição de acordar pontualmente às seis horas da manhã, executando com calma o ritual de saborear despreocupadamente um bom café matinal. Como outrora, também continuo a apreciar alguns pãezinhos amanteigados, através dos quais me sinto mais disposto.&lt;br /&gt;    Devido a estes apetites, transformei-me em um freqüentador assíduo da padaria; onde (numa bela surpresa) descobri alguns quitutes caseiros um tanto maravilhosos. Deste modo, como passo por lá regularmente, reconheço sem dificuldades os rostos costumeiros dos funcionários e fregueses que por lá transitam e, conseqüentemente, até disparo alguns cumprimentos. Entretanto, há alguns meses, enquanto me ocupava em pagar pelos paradisíacos docinhos, reparei que havia um novo funcionário.&lt;br /&gt;    Era então o menino Daví, que fora admitido como empacotador dos produtos adquiridos por nós, consumidores, numa tentativa gerencial de manter a nossa fidelidade, por via desta nova “comodidade”.&lt;br /&gt;    Logo me vi tentado a cumprimentá-lo – devido a sua feição tristonha - e antes de ir embora lhe perguntei a que horas costumava almoçar.&lt;br /&gt;    - Não posso almoçar - me respondeu.&lt;br /&gt;    Naturalmente, fiquei um pouco confuso ante aquela resposta, pois todo trabalhador dispõe legalmente de algum tempo para realizar as suas refeições. Curioso como sou, tentei dialogar com o jovem que tanto prendia a minha atenção:&lt;br /&gt;- Por que você não almoça?&lt;br /&gt;    - Ganho quatro merréis novos por dia, que mantêm o nosso lanche da tarde (referindo-se também aos seus três irmãos).  Minha mãe trabalha durante todo o tempo, meus irmãos ficam aos cuidados de uma creche e, além disso, não há comida em casa...&lt;br /&gt;    Elliot amigo, para me safar do risco de parecer verborrágico, conto-lhe de uma vez o desfecho de nossa breve conversa inicial. Tanto fui tocado pelo simplório e eloqüente empacotador, que o convidei para ser minha companhia de almoço; assim, seria uma justa troca de caridade entre um velho solitário e um ser faminto.&lt;br /&gt;    De primeiro momento, senti em sua expressão facial a mais pura amostra de desconfiança; mas sob a influência da fome, começaram nossos almoços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Continuando o relato, honrado Elliot, falo a ti de coração. E este só pode te dizer que se congratula por encontrar um jovem como Daví; essencialmente predisposto a formas eruditas de intelectualidade, somadas a uma honestidade invejável, própria dos moradores do Kalunga.&lt;br /&gt;    Reside aí toda a estrutura de meu fascínio: que o garoto seja visceralmente íntegro, já era de se esperar – pois é um típico morador do Kalunga. Todavia, nunca estabeleci tão estreito contato com um garoto humilde de quatorze anos, mal classificado como semi-analfabeto, separado da escola pela vergonha social; que é senão uma miscelânea de potencialidades intelectivas, carente de um lugar propício para o seu devido desenvolvimento. &lt;br /&gt;    Em Daví, a agilidade reflexiva é tão nítida que é facilmente diagnosticada. Hoje entendo perfeitamente o dia em que o encontrei, enfeitiçado por seu magnetismo: Daví nasceu para brilhar, e sua energia vencedora foi captada por um velho vivido e sensível...&lt;br /&gt;    Deve achar que estou caduco, não? Ah Elliot, bom velho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Durante nossos almoços, conversávamos profundamente sobre a vida de Daví; ou melhor, ele falava de sua vida e eu o escutava. Descobri que ele queria ser poeta, mas tinha vergonha de suas criações e portanto, as destruía. Contou-me de seu gosto incomum pelas cores que, segundo as palavras do próprio, “são as poesias que dão ânimo vital a todas as coisas”.&lt;br /&gt;    Falou-me também do peso da ausência de um pai, e de como esta é vivenciada minuciosamente por seus irmãos menores. Sua mãe se tornou viúva muito cedo e - desprovida de bons antecedentes curriculares - viu-se forçada a cozinhar por desgastantes nove horas diárias, e a entreter alguns senhores por noites afora... &lt;br /&gt;    Confesso-te que me emocionei profundamente, e tive de lutar para disfarçar com dissimulação, as lágrimas. Daví não tinha o menor embaraço em ter uma mãe, digamos... meretriz. Constato que a maturidade, quando imposta arbitrariamente, aniquila certas emoções...&lt;br /&gt;    De resto, nos divertíamos com as anedotas de seus pequenos furtos cometidos – algumas gomas de mascar para os irmãos, revistas de entretenimento masculino e... um livro de Carlos Drummond de Andrade(!): este último, ponto de partida para os nossos “diálogos intelectuais”.&lt;br /&gt;    Interessadíssimo (e com certa desconfiança) pela refinada apreciação do moleque, pedi-lhe que trouxesse o tal livro num próximo almoço. Dito e feito: com um delicioso sorriso infantil, Daví colocou cuidadosamente – de forma que o título permaneceu virado para baixo – o livro em cima da mesa. Para não estragar o suspense, servi-lhe o almoço, simulando com maestria estar alheio ao objeto.&lt;br /&gt;Nem bem terminada a refeição, fui traído pela impaciência e realizei a inspeção da obra, confirmando as minhas suspeitas (Caro Elliot, para situá-lo melhor: estou falando de “A Vida Passada a Limpo”).&lt;br /&gt;Tomado por uma venturosa euforia, perguntei-lhe se queria “ser apresentado a outros poetas”. Foi o bastante para, no dia seguinte, Daví aparecer munido de um caderno e um lápis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Recordo-me de que quando o inverno chegou, permanecia grande parte do tempo, perdido em devaneios nostálgicos... Elliot, pergunto-te: como não lembrar daquele nosso inverno em Lisboa? Nesta época estudávamos Fernando Pessoa e... Daví sempre ouvira muito ao seu respeito.&lt;br /&gt;    Embalados pelo clima ameno do meio dia, comentávamos que a alma poética se encontra em plenitude em dois momentos especiais: na solidão e no clima invernal (aplicando-se também ao outono). A prosa foi inspiradora, de tal maneira, que me aventurei a lhe mostrar as sombras de Bachelard.&lt;br /&gt;    Observei atento a sua identificação com Gastón, e também quando se regozijou ao copiar um de seus belíssimos segmentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com demasiada freqüência a psicanálise situa as paixões ‘no mundo’.&lt;br /&gt;    Na verdade, as paixões cozinham e recozinham na solidão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me canso de reparar o quanto este garoto se parece conosco, quando éramos jovens! Acredite ou não, Daví é até insone... e ainda simpatizante da boa música. (Agrego a este testemunho que, enquanto estudávamos Goethe, ouvíamos Zé Ketti!).&lt;br /&gt;Tu não acreditarás no que, certo dia, mostrei a Daví. Aí vai uma interrogação: quantas luzes havia em nossas tardes de Domingo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Antes que pudesse impressioná-lo com o impressionismo de Monet, Daví me concedeu uma graciosa leitura. Refletira muito sobre o inverno e, liberto de sua vergonha artística, presenteou-me com o seu primeiro poema – seguido de outros dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        “ O Cenário dos Poetas Iconoclastas&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;    É estranhamente belo&lt;br /&gt;        o cenário do inverno e da juventude,   &lt;br /&gt;    para os poetas iconoclastas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pátio dos cinzentos bosques&lt;br /&gt;o canto em uníssono das aves&lt;br /&gt;lhes parece hino grunge,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As folhagens secas e o tabaco&lt;br /&gt;configuram como amigos fiéis,&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;E o ar bucólico se transmuda&lt;br /&gt;para os bares centrais,&lt;br /&gt;a se fazer ouvir em guardanapos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daví ”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        “ Poeminha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nunca vi fúria de amor&lt;br /&gt;     Nunca tive.&lt;br /&gt;    Nunca tive aquele amor,&lt;br /&gt;    De dor que inibe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nunca vi perna tremer&lt;br /&gt;    Pra quaisquer olhos que passam,&lt;br /&gt;    Nem senti estremecer,&lt;br /&gt;    interior de a barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nunca fiz da moradia,&lt;br /&gt;    teu recanto e meu recanto.&lt;br /&gt;    Não nasceu no meu jardim,&lt;br /&gt;    uma flor pra eu te dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não tocou no toca-fitas&lt;br /&gt;    a canção da sua memória.&lt;br /&gt;    Não levei pra amizades&lt;br /&gt;    egoísmo e história,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    que vontade de amar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Daví ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Mas que coisa é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É coisa estranha e real,&lt;br /&gt;tamanha, louca&lt;br /&gt;esta coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde está a sua alma?&lt;br /&gt;Quando teve uma alma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca teve alma alguma,&lt;br /&gt;numa ajuda, se precisa.&lt;br /&gt;Te procura e a si mesma&lt;br /&gt;em mentira de afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te escolhe, mas não salva&lt;br /&gt;qualquer ato que é ser&lt;br /&gt;Mas pudera!&lt;br /&gt;Não tem alma&lt;br /&gt;Não tem jeito&lt;br /&gt;e não tem feito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coisa alguma&lt;br /&gt;que é causa&lt;br /&gt;de respeito.&lt;br /&gt;Que respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem forma de humano&lt;br /&gt;gleba, fúria de prazer&lt;br /&gt;Nem o tempo marca exato&lt;br /&gt;Finge sim, que necessita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É real e quão estranha!&lt;br /&gt;tua farsa na entranha.&lt;br /&gt;Faz de ti a primazia...&lt;br /&gt;(não te sabe e não quer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem sabe o que queres,&lt;br /&gt;e traz fábulas de amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a sua alma?&lt;br /&gt;não tem alma, não tem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te magoa na semana,&lt;br /&gt;faz no choro da ferida&lt;br /&gt;coisa boa do horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Daví ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Devo dizer que, durante a degustação das linhas de Daví, saudosista que sou, sentia-me carente de sua presença viva, Elliot! Nosso Quintana nos homenageou quando definiu a amizade.&lt;br /&gt;    Posso ver agora sua expressão inefável, ao saber que Daví chorou ao ver um retrato de “A Canoa sobre o Epte”. Devido à comoção que nos envolveu, dei-lhe a figura e... não se falou de outra coisa durante os dois meses que se seguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posteriormente, embora mal recuperado dos efeitos bombásticos surtidos por Monet, Daví se mostrava preocupado e melancólico. Graças ao bom Deus, ainda consigo usufruir da diplomacia que me resta; e foi explorando este artifício que consegui o desabafo do moleque. Com lágrimas nos olhos, disse-me:&lt;br /&gt;- Infelizmente precisaremos interromper os nossos diálogos... Na cantina onde minha mãe trabalha, admitia-se um auxiliar de cozinha. Minha mãe logo pensou o quão útil e agradável seria se eu...&lt;br /&gt;- Aproveitasse a oportunidade – interrompi. – Mas diga-me, será justa a remuneração que lhe será concedida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, suficiente para garantir a presença das refeições do dia... Na verdade, esta oferta já foi discutida algumas vezes antes; e como fui admitido ontem, começo pontualmente às seis horas de amanhã...&lt;br /&gt;    Percebendo minha intenção de o interromper novamente, apressou-se em prosseguir em bom tom de voz:&lt;br /&gt;- Permita-me respeitosamente concluir, senhor. Não há palavras no mundo capazes de descrever a benevolência do senhor para comigo. Com a mesma intensidade, me esforço para não cair em lágrimas ao lhe agradecer.&lt;br /&gt;- O senhor tirou-me da mais ardente desvalia... Enxergou da forma que só um poeta poderia enxergar. Tal meu coração se encontra desfalecido, que lhe peço somente o mínimo de sua bondosa compreensão.&lt;br /&gt;- Não me bastaria ter um Pai no céu, sem ter o senhor na terra. És o meu pai espiritual... e com o bom instinto paterno que lhe é inato, fez-me nascer cavalheiro onde antes residia senão um mero corpo abrutalhado. Que neste momento Goethe seja meu porta-voz, pois sinto que não há nenhum poema que contorne precisamente tua alma majestosa: “Como poderá a letra fria e morta reproduzir aquelas divinas efusões de espírito?”.&lt;br /&gt;- Não terei tempo para me beneficiar com a tua presença, assim como agora não tenho a opção de escutar minha vontade de permanecer aqui. No entanto, assim que possível, pretendo retomar a nossa ligação mediante correspondências.&lt;br /&gt;- Perdoai-me por optar não mais ouvir o soluço faminto dos meus irmãos! Deixe-me ir em silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    *    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Querido Elliot, nada pude proferir e, uma solitária lágrima que graciosamente passeou por minha face, exprimiu o indizível... Daví e eu nos abraçamos, e então lhe pedi que aguardasse alguns minutos.&lt;br /&gt;    Recobrei um pouco de minha lucidez e, mesmo mergulhado no sótão mentecapto da angústia, passei-lhe a última lição:       &lt;br /&gt;- Quero somente que copie algumas coisas que lhe serão como bússolas para toda a vida, além de uma nobre recordação... Depois, acho que é só...&lt;br /&gt;    Eis que lhe transcrevo a última recordação, aforismos nietzschianos que tanto nos orientaram outrora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Ainda existe uma vida para as almas grandes. Na verdade, quem pouco possui tanto menos é possuído. Bendita seja a modesta pobreza!”&lt;br /&gt;    “Mal se recompensa a um mestre, se dele ficarmos sempre discípulos.”&lt;br /&gt;    “Não é com cólera, mas com riso que se mata.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Finalizada esta última lição, nos abraçamos novamente. Presenteei-o com o “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx e Engels, e “Frankenstein”, de Mary Shelley; e observei da janela entreaberta, sua partida silenciosa...&lt;br /&gt;    Agora, é forçoso que eu termine esta carta, pois o sono saudável só o é quando aproveitado oportunamente... Ademais, a tristeza se apaga momentaneamente no repouso.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;                        Saudades, Elliot!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                Do amigo velho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         Enrico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4319419537678577911-2043941544273674224?l=orebate-sylviamarteleto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/feeds/2043941544273674224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4319419537678577911&amp;postID=2043941544273674224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/2043941544273674224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4319419537678577911/posts/default/2043941544273674224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-sylviamarteleto.blogspot.com/2008/01/uma-carta-para-elliot.html' title='Uma carta para Elliot'/><author><name>Rose Nogueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-SI0mZ397lTQ/ThsOeGjGwFI/AAAAAAAAELE/vZbrofDw9tY/s220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
